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domingo, agosto 5

DOMINGO


" A sabedoria só pode ser obtida sob o ponto de vista da solidão".

Jack Kerouac -Viajante Solitário.

terça-feira, julho 10

JOSEPH BEUYS

...Apaixonada por Beuys! Procurando tudo sobre este artista alemão (considerado um dos mais influentes da segunda metade do século XX). A coerência entre o que ele acreditava, sua vida e sua obra é instigante!



A Matilha (1969) - instalação com uma Kombi Volkswagen e 24 trenós de madeira contendo feltro, lânternas e gordura;



Como Explicar Desenhos a uma Lebre Morta (1965) - o artista vaga pela galeria com o rosto recoberto de mel e ouro, carregando no colo uma lebre morta com quem ele fala;




Eu Amo a América e a América me Ama (EUA, 1974) - performance em que o artista ficou envolvido em feltro em uma sala com um coiote durante cinco dias.



DIZER UM CORPO

Nú feminino - Antonio Canova (1790) - carvão e grafite
  
Dizer um corpo. Onde nenhum. Mente nehuma. Onde nenhuma. Ao menos isso. Um lugar. Onde nenhum. Para o corpo. Estar lá dentro. Mover-se lá dentro. E sair. E voltar lá para dentro. Não sair nenhum. Voltar nenhum. Só entrar. Ficar lá dentro. Em diante lá dentro. Parado.
Samuel Beckett.

quarta-feira, julho 4

HERMETO PASCOAL NO PAINEL INSTRUMENTAL


O 19º Festival de MPB – Painel Instrumental, evento realizado pelo Conservatório de Tatuí, instituição do Governo do Estado de São Paulo e Secretaria da Cultura, começa no dia 1º de julho, às 19h, com a apresentação da Orquestra Jazz Sinfônica do Estado de São Paulo e encerra com Hermeto Pascoal, no dia 7 d julho, às 20h30 no teatro Procópio Ferreira. Os ingressos, que custam R$ 10, podem ser retirados a partir das 18h, na bilheteria do Conservatório de Tatuí.


Mais informações: http://www.conservatoriodetatui.org.br/noticia.php?id=1118

quinta-feira, junho 21

O HOMEM E SEU ESPAÇO VIVIDO - PANKOW



Neste semestre, li muita coisa, descobri muitos autores, e Pankow, ficou entre as  descobertas que levarei com carinho. O livro "O Homem e seu espaço vivido", trata do corpo e sua relação com o meio, a reflexão é complexa e apaixonante!

"O homem mente, de início, no espaço que ele habita mais ou menos mal, e, em seguida, mente em seu corpo que ele não habita mais. Assim a linguagem deixa de ser uma abertura na comunicação, para ser algo como uma "câimbra" em que a mentira anula o acesso as referências simbolizantes."

"Certamente, enquanto é ainda possível uma ligação entre o espaço vivido, que é o corpo do homem, e sa imagem, que é a sua representação, tudo vai bem; mas se a imagem perde sua função de reflexão: ele é então um objeto hostil, e se transforma num abismo que engole tudo o que lhe é oferecido."

"Ah, esses malditos espelhos! Eles vivem de reflexos - Poema "A roda das brumas" de Georges Rodenbach."

quarta-feira, junho 13

HOJE MINHA ALEGRIA É TRISTE...



Meu último dia de aula na Unicamp! Nossa, quantos sentimentos bagunçados, confusos... Foi um período muito difícil, as vezes pensei que não ia dar conta, não ia chegar até o fim, então concluir dá uma sensação de vitória, de superaração dos meus próprios limites...
Unicamp, foi pra mim, uma "casa dos espelhos" daqueles parques da minha infancia... Me vi de tantas formas, enxerguei tão além do que até então minha imanência permitia, do que eu imaginava que existia... 
Jamais, jamais irei esquecer deste tempo tão lindo em minha vida!


Entrada da FE, amo entrar por aí, "minha pequena floresta"! O que acho o máximo no prédio, e que olhando de fora não da pra supor é que lá dentro parece um caracol, um labirinto...


                                         ...De lado, entrando pelo estacionamento!


O jardim! 


Caminho pra cantina, livraria, prédio de cima...


As arvores cobrem quas todas as janelas...


Adoro esta imagem!


Meu pequeno túnel verde, lembro sempre dos túneis de arvores da Ilha do Cardoso! 


Incrível a quantidade de bicicletas em toda a Unicamp! Legal é que as pessoas as prendem em arvores, então cada arvore tem sua bicicleta!


Minha amada FE


Até hoje não descobri, pé de que é isso... as arvores dão frutos redondos, grandes, verdes, como reparei que nenhum passarinho as come, acho  que não é de comer, não...


rs...Chego cedo, e já vou ao banheiro, horas me maquiando, me arrumando em PAZ, sem ninguém dizer que estou demorando...


A livraria. 


A cantina dos portuguses (muito fofos, todos!) Meu Deus, poderia passar a vida neste lugar... 


Huuuuuumm... meu "café da manhã" predileto!


Caminho para o segundo prédio, onde eu estudava! 


Minha Meca! Não é linda?


Jardim interno


O campo


linda!


Painel do prédio da arte e da dança, intervalo fugia pra lá... Pessoal super bacana, receptivo!


Carminha... ai, ai! Já está entre os melhores mestres que já tive! Dra. Carmen Lúcia Soares! Linda em todos os sentidos! É impressionante o domínio que ela tem de seu assunto de conhecimento (corpo, imagem, educação)... É aquela professora que pode passar horas falando, e de repente termina a aula, e você não se deu conta que o tempo passou! Ah, data-show ela só usa pra imagens,  pois o resto é na raça mesmo. Sempre agradável, doce... Adorava quando ela lembrava de alguma coisa que remetia  a França, é lindo seu olhar para aquele país que é o meu sonho...
Ah, eu que ganhei o livro dela (As roupas nas práticas corporais e esportivas- a educação do corpo entre o conforto, a elegância e a eficiência (1920-1940- ed.Autores Associados) no final da aula! Esqueci de dizer para meus colegas, que se tem sorteio, eu sempre vou ganhar....rs
Fica aqui, o meu carinho e admiração por esta mulher, de uma força que não posso expressar e no entanto, só posso descreve-la como um colibri...






Olha aí, a Pri com o meu livro...rs! Muita saudades de vocês! Lauro, foi encanto a primeira vista!


A turma toda! Fiquem com Deus, crianças!


te amo!


domingo, junho 10

ISMÊNIA ROGICK


Ao abrir hoje o jornal e ver Ismênia, meu dia ficou leve... Eu tive a honra de ter aula com esta linda bailarina, e ver de perto seu processo de criação, é algo que nunca vou esquecer. Era um bando de adolescentes, creio que chegávamos a quarenta na Oficina Grande Otelo! Ela simplesmente nunca perdia o domínio da sala, sempre doce, sempre incansável!!!!! Um dia nos fez deitar, fechar os olhos e escutar "Meu guri" (Chico), e cada um depois tinha que refletir sobre a letra e a partir disso expressar através da dança! Incrível o grau de complexidade de reflexão através do corpo que quarenta adolescentes juntos podem criar, quando existe alguém para guiá-los....
Parabéns pela trajetória, linda bailarina!
Segue a reportagem, feita magistralmente pela minha amiga Maíra (saudades, guria!):

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Ela não saiu de dentro de uma caixinha de música, mas poderia. Aos 56 anos, Ismênia Rogich passou pelo menos 50 deles entre saltos e rodopios de leveza e precisão, apresentando-se em palcos do Brasil e do mundo. Descobriu recentemente, em uma vistoria nos seus guardados, que foi precisamente em uma data como hoje, em 10 de junho, que deu início a essa maratona de vida. "Não fiquei nem um ano sem pisar em um palco durante esses 50 anos", entusiasma-se.
Uma das mais importantes bailarinas sorocabanas, Ismênia pensa em produzir algo para comemorar a data. Ainda não sabe o que será, mas deverá ocorrer no final do ano. "Minha vida é toda misturada à dança. Tive e criei filhos com a dança. Não sei se escolhi fazer isso ou se fui escolhida", observa a bailarina, que resolveu arriscar seus primeiros passos dentro da sapatilha ainda muito criança, por influência de seu pai, o fotógrafo Rogich Vieira. "Meu pai gostava de cinema, então assistia filmes com ele e não lembro em qual deles vi a dança e fiquei apaixonada", relembra. A menina começou em boas mãos, e teve como sua primeira professora a bailarina Janice Vieira, a quem devota gratidão e admiração. Com três meses de aula, recorda, já estava dançando. "E olha, depois eu dei aula para a Andréia!", conta, lembrando que foi professora da filha de Janice, a também bailarina Andréia Nhur.
A bailarina Ismênia Rogich conta que - como a dança nunca saiu dela e tampouco ela da dança - na idade de prestar vestibular procurou algum curso relacionado com esse universo (como há hoje na Unicamp, em Campinas), mas naquele tempo, não havia nada por perto. Não prestou vestibular para nenhum curso, mas prosseguiu fortemente nos palcos, com a ajuda e apoio da família que, como reforça, "tem alma de artista".
Por mais de 20 anos integrou um dos mais renomados balés do Brasil, o Ballet Stagium, com o qual excursionou por diferentes palcos e em 1993 voltou à Sorocaba. "Me apresentei em quase todos os palcos do Brasil inteiro. E quando não havia palco, nos apresentávamos na rua mesmo".
Atualmente Ismênia dirige o Corpo de Baile do Município de Salto (onde reside atualmente), e dá aulas em uma academia em Sorocaba e ainda não sabe se dirá sim ou não, a um convite recebido recentemente para dar aulas em São Paulo.
Como sorocabana, cobra a criação de um Corpo de Baile na cidade. "Precisa de um Corpo de Baile oficial na cidade. Campinas tem, Salto tem uma, muitas cidades têm e Sorocaba não. Tentei algo assim há alguns anos, mas fui convidada para dirigir a Cia. de Salto e optei por ficar por lá", alfineta a bailarina, mas sem perder a peculiar delicadeza.

Peso pluma
É fácil entender que, em meio século de apresentações, em diversos palcos e situações, pincelar alguns momentos mais marcantes na memória chega a ser um trabalho hercúleo, mas Ismênia não se intimida. Dentre suas lembranças, além das pessoas com quem conviveu e dividiu palco, estão as reações do público as que mais marcaram a artista. "Lembro de uma apresentação que fizemos na Espanha, onde ao final do espetáculo o público aplaudiu com batidas ritmadas. Foi lindo! Também lembro da vez que estivemos nos apresentando na Hungria e quando terminou o espetáculo, os aplausos vieram em câmera lenta", recorda a bailarina, provando a máxima de que o aplauso é o termômetro do artista.
Mas não são apenas as glórias de um momento como o reconhecimento que coroam a lembrança de Ismênia. No final da década de 1970, enquanto se apresentavam na Nicarágua, dentro de um belo teatro, a movimentação fora era de soldados munidos de metralhadora, resquício do que foi batizado como Revolução Sandinista. "Mas a dança é tão boa, tão maravilhosa que estava tudo destruído por conta da guerra mas aquele teatro não sofreu nada", emociona-se.
Ismênia não pensa em voltar para a "caixinha". Quer envelhecer com a mesma leveza característica das bailarinas aladas. Mesmo assim, determina como encerrada sua carreira como bailarina de uma Companhia. "Quero trabalhar de forma mais individual", assume ela, claramente mais voltada à liberdade de criação possibilitada pela dança contemporânea, mais do que com a clássica, à qual sempre se dedicou. "Mas a formação clássica é importante, é base", ensina.