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terça-feira, agosto 14

EVERYBODY'S GOTTA LEARN SOMETIMES



"... Algo se perde no passado? Ele recupera com a memória. Está no agora? Ele desfruta. Há de vir com o futuro? Ele antecede. A união de todos os tempos em um só momento faz com que a sua vida seja longa."

"Pequena é a parte da vida que vivemos. Pois o restante não é vida, mas somente tempo."

Sêneca - Sobre a brevidade da vida.

quinta-feira, agosto 9

QUINTA - FEIRA...


Capítulo I - Palavra escrita em uma página branca

...Casualmente, tinha os olhos baixos, e assim os levou maquinalmente ao lugar em que parara a menina. Dois pezinhos aí estavam e ao lado deles a palavra escrita por ela: Gilliatt.
Era este o nome dele.
Chamava-se Gilliatt.
Ficou por muito tempo imóvel, contemplando o nome, os pezinhos, a neve; e depois continuou pensativo o seu caminho.

Victor Hugo - Trabalhadores do Mar.

segunda-feira, agosto 6

DICKON HINCHLIFFE



"As vezes eu fico pensando que gostaria de conhecer a natureza dos pensamentos noturnos. São parentes próximos dos sonhos. As vezes sou capaz de direcioná-los, outras vezes eles tomam seu rumo e se acometem sobre mim como cavalos fortes e descontrolados." (Steinbeck)

Folheando hoje " O Inverno da nossa desesperança" (Steinbeck), lembrei desta canção, deu um pouco de trabalho pra saber quem era o compositor, mas valeu a procura, completamente encantada pela obra de Hinchliffe.

domingo, agosto 5

DOMINGO


" A sabedoria só pode ser obtida sob o ponto de vista da solidão".

Jack Kerouac -Viajante Solitário.

domingo, julho 22

THE THRILL IS GONE...



A emoção se foi
A emoção foi embora
A emoção se foi
A emoção foi embora
Você sabe que me fez mal
E você vai se arrepender um dia


A emoção se foi
A emoção se foi longe de mim
A emoção se foi
Você foi para longe de mim
Embora eu ainda viva
Mas tão só eu estarei



A emoção se foi
A emoção foi embora para sempre
A emoção se foi
A emoção foi embora para sempre
Algum dia eu esquecerei isso tudo
Como eu sei que um bom homem deve fazer



Estou livre, baby
Livre de seu feitiço
Eu estou livre, livre, baby
Livre de seu feitiço
Agora que tudo acabou
Tudo o que posso fazer é desejar-lhe bem



Agora está tudo acabado
Tudo o que posso fazer é desejar-lhe bem

sexta-feira, julho 20

FOLK



Devo ter escutado esta música pela primeira vez há uns sete, oito anos atrás! E se me perguntassem ainda hoje, só uma música, a primeira e a última, certamente minha resposta seria esta canção...

quarta-feira, julho 11

FABRICANDO TOM ZÉ



Ontem assisti "Fabricando Tom Zé"... O que é aquilo? Um dos melhores documentários que já assisti! Digo isso, não da produção, edição ou coisa do gênero, pois sou totalmente leiga, e não poderia opinar, mas o fato é que Tom Zé, por si só "fabrica" uma pulsação, um rítmo que torna o documentário esplêndido!Imperdível....
Pouco sabia da vida  e da obra dele, acho que tinha apenas a idéia de "gênio louco", excêntrico e coisa do tipo... Ele é incrível! Comove ver uma pessoa totalmente desprovida de uma carcaça de proteção; um corpo, uma alma exposta ! E eu que não sabia que um homem podia chegar aos seus setenta e poucos anos, sendo ainda criança... A combinação de uma refinada inteligência e uma sensibilidade avassaladora, o tornam único, ímpar... mas tudo isso, todo mundo sabe, só eu que descobri ontem, rrss...! Nossa, quanto orgulho em saber que ele é brasileiro.
Assistam, garanto é estupendo!!!!! Completamente a-pai-xo-na-da ...

quarta-feira, julho 4

BOM DIA!



HERMETO PASCOAL NO PAINEL INSTRUMENTAL


O 19º Festival de MPB – Painel Instrumental, evento realizado pelo Conservatório de Tatuí, instituição do Governo do Estado de São Paulo e Secretaria da Cultura, começa no dia 1º de julho, às 19h, com a apresentação da Orquestra Jazz Sinfônica do Estado de São Paulo e encerra com Hermeto Pascoal, no dia 7 d julho, às 20h30 no teatro Procópio Ferreira. Os ingressos, que custam R$ 10, podem ser retirados a partir das 18h, na bilheteria do Conservatório de Tatuí.


Mais informações: http://www.conservatoriodetatui.org.br/noticia.php?id=1118

segunda-feira, julho 2

PROCESSO SELETIVO - CONSERVATÓRIO DE TATUÍ





Esta aberto o processo seletivo de alunos do Conservatório de Tatuí para o 2° semestre letivo de 2012. Ao todo, são abertas 184 (cento e oitenta e quatro) vagas, distribuídas em deversos cursos.

- As inscrições serão realizadas no período de 10 a 13 de julho de 2012, na secretaria escolar da AACT, situada na Rua São Bento, 412, Centro, Tatuí - SP, nos seguintes horários: das 08h às 11h e das 14h às 17h.

- Documentos para a inscrição: RG, certidão de nascimento ou qualquer outro documento com foto que conste a data de nascimento e pagamento da taxa de inscrição no valor de R$ 40,00 (quarenta reais) no ato da inscrição.


Milla, minha criança, de tudo que eu poderia te ensinar a mais importante é; siga a estrada de tijolos amarelos...




domingo, junho 17

ADEUS, MEUS AMIGOS!



... Apesar de passar a vida, me despedindo das pessoas, indo embora ou vendo pessoas partindo, isto não é algo que eu tenha me acostumado, pra falar a verdade acho que não vou me acostumar nunca...
Este ano, já foram tantas despedidas, e só estou no meio do ano... Edimara, Sonia, Arthur, Tamires, Fernanda  agora Vladimir! Acho que é por isso que entendi perfeitamente a desolação das crianças vendo aquele que trouxe tanta alegria partir... Valeu, meu amigo!!!! Foi realmente uma despedida linda!






rs... nesta hora deu pânico! "Pronto, o que eu fui inventar? Soterraram o professor...rsrs..." Sobreviveu...rrrrsss...


A-DO-LE-TÁ. LE-PE-TI LE- POÁ- PE-TI-PE-TÁ. LE CAFÉ COM CHOCOLÁ. A-DO-LE -TÁ.






Experimentei café mocha e gostei, aí procurando encontrei está receita, vou tentar fazer hoje:

O mocha é uma variação do capuccino que leva um pouco de chocolate. Originalmente, ele é feito com café expresso. Porém, como nem todo mundo dispõe de uma máquina de expresso em casa, é possível fazer a receita substituindo-o por café solúvel.

Receita:Você vai precisar de partes iguais de café expresso (ou solúvel), leite, espuma de leite para cappuccino e creme de chocolate. Para uma só pessoa, 50 ml de cada deve ser o suficiente. Depois é só misturar em uma caneca o expresso, o leite e o chocolate. Coloque a espuma por cima dessa mistura, decorando com chantilly ou canela. Para deixar o seu mocha com aquela cara de que foi feito por um barista profissional, coloque-o em uma taça hot drink sobre uma calda de chocolate. Fazer a calda é simples também: misture cinco colheres de chocolate em pó a nove colheres de água e leve ao fogo até ferver.

Curiosidade:Mocha é uma cidade do Yêmen que fica na costa do Mar Vermelho. A cidade é, desde o século XV, uma grande exportadora de café, sendo que a especialidade local são os grãos com um gosto achocolatado. É por este motivo que o café misturado ao chocolate foi chamado café mocha.




LUDIVINE FURNON E NICOLAS BESNARD



MOOM RIVER






quarta-feira, junho 13

HOJE MINHA ALEGRIA É TRISTE...



Meu último dia de aula na Unicamp! Nossa, quantos sentimentos bagunçados, confusos... Foi um período muito difícil, as vezes pensei que não ia dar conta, não ia chegar até o fim, então concluir dá uma sensação de vitória, de superaração dos meus próprios limites...
Unicamp, foi pra mim, uma "casa dos espelhos" daqueles parques da minha infancia... Me vi de tantas formas, enxerguei tão além do que até então minha imanência permitia, do que eu imaginava que existia... 
Jamais, jamais irei esquecer deste tempo tão lindo em minha vida!


Entrada da FE, amo entrar por aí, "minha pequena floresta"! O que acho o máximo no prédio, e que olhando de fora não da pra supor é que lá dentro parece um caracol, um labirinto...


                                         ...De lado, entrando pelo estacionamento!


O jardim! 


Caminho pra cantina, livraria, prédio de cima...


As arvores cobrem quas todas as janelas...


Adoro esta imagem!


Meu pequeno túnel verde, lembro sempre dos túneis de arvores da Ilha do Cardoso! 


Incrível a quantidade de bicicletas em toda a Unicamp! Legal é que as pessoas as prendem em arvores, então cada arvore tem sua bicicleta!


Minha amada FE


Até hoje não descobri, pé de que é isso... as arvores dão frutos redondos, grandes, verdes, como reparei que nenhum passarinho as come, acho  que não é de comer, não...


rs...Chego cedo, e já vou ao banheiro, horas me maquiando, me arrumando em PAZ, sem ninguém dizer que estou demorando...


A livraria. 


A cantina dos portuguses (muito fofos, todos!) Meu Deus, poderia passar a vida neste lugar... 


Huuuuuumm... meu "café da manhã" predileto!


Caminho para o segundo prédio, onde eu estudava! 


Minha Meca! Não é linda?


Jardim interno


O campo


linda!


Painel do prédio da arte e da dança, intervalo fugia pra lá... Pessoal super bacana, receptivo!


Carminha... ai, ai! Já está entre os melhores mestres que já tive! Dra. Carmen Lúcia Soares! Linda em todos os sentidos! É impressionante o domínio que ela tem de seu assunto de conhecimento (corpo, imagem, educação)... É aquela professora que pode passar horas falando, e de repente termina a aula, e você não se deu conta que o tempo passou! Ah, data-show ela só usa pra imagens,  pois o resto é na raça mesmo. Sempre agradável, doce... Adorava quando ela lembrava de alguma coisa que remetia  a França, é lindo seu olhar para aquele país que é o meu sonho...
Ah, eu que ganhei o livro dela (As roupas nas práticas corporais e esportivas- a educação do corpo entre o conforto, a elegância e a eficiência (1920-1940- ed.Autores Associados) no final da aula! Esqueci de dizer para meus colegas, que se tem sorteio, eu sempre vou ganhar....rs
Fica aqui, o meu carinho e admiração por esta mulher, de uma força que não posso expressar e no entanto, só posso descreve-la como um colibri...






Olha aí, a Pri com o meu livro...rs! Muita saudades de vocês! Lauro, foi encanto a primeira vista!


A turma toda! Fiquem com Deus, crianças!


te amo!


domingo, junho 10

ISMÊNIA ROGICK


Ao abrir hoje o jornal e ver Ismênia, meu dia ficou leve... Eu tive a honra de ter aula com esta linda bailarina, e ver de perto seu processo de criação, é algo que nunca vou esquecer. Era um bando de adolescentes, creio que chegávamos a quarenta na Oficina Grande Otelo! Ela simplesmente nunca perdia o domínio da sala, sempre doce, sempre incansável!!!!! Um dia nos fez deitar, fechar os olhos e escutar "Meu guri" (Chico), e cada um depois tinha que refletir sobre a letra e a partir disso expressar através da dança! Incrível o grau de complexidade de reflexão através do corpo que quarenta adolescentes juntos podem criar, quando existe alguém para guiá-los....
Parabéns pela trajetória, linda bailarina!
Segue a reportagem, feita magistralmente pela minha amiga Maíra (saudades, guria!):

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Ela não saiu de dentro de uma caixinha de música, mas poderia. Aos 56 anos, Ismênia Rogich passou pelo menos 50 deles entre saltos e rodopios de leveza e precisão, apresentando-se em palcos do Brasil e do mundo. Descobriu recentemente, em uma vistoria nos seus guardados, que foi precisamente em uma data como hoje, em 10 de junho, que deu início a essa maratona de vida. "Não fiquei nem um ano sem pisar em um palco durante esses 50 anos", entusiasma-se.
Uma das mais importantes bailarinas sorocabanas, Ismênia pensa em produzir algo para comemorar a data. Ainda não sabe o que será, mas deverá ocorrer no final do ano. "Minha vida é toda misturada à dança. Tive e criei filhos com a dança. Não sei se escolhi fazer isso ou se fui escolhida", observa a bailarina, que resolveu arriscar seus primeiros passos dentro da sapatilha ainda muito criança, por influência de seu pai, o fotógrafo Rogich Vieira. "Meu pai gostava de cinema, então assistia filmes com ele e não lembro em qual deles vi a dança e fiquei apaixonada", relembra. A menina começou em boas mãos, e teve como sua primeira professora a bailarina Janice Vieira, a quem devota gratidão e admiração. Com três meses de aula, recorda, já estava dançando. "E olha, depois eu dei aula para a Andréia!", conta, lembrando que foi professora da filha de Janice, a também bailarina Andréia Nhur.
A bailarina Ismênia Rogich conta que - como a dança nunca saiu dela e tampouco ela da dança - na idade de prestar vestibular procurou algum curso relacionado com esse universo (como há hoje na Unicamp, em Campinas), mas naquele tempo, não havia nada por perto. Não prestou vestibular para nenhum curso, mas prosseguiu fortemente nos palcos, com a ajuda e apoio da família que, como reforça, "tem alma de artista".
Por mais de 20 anos integrou um dos mais renomados balés do Brasil, o Ballet Stagium, com o qual excursionou por diferentes palcos e em 1993 voltou à Sorocaba. "Me apresentei em quase todos os palcos do Brasil inteiro. E quando não havia palco, nos apresentávamos na rua mesmo".
Atualmente Ismênia dirige o Corpo de Baile do Município de Salto (onde reside atualmente), e dá aulas em uma academia em Sorocaba e ainda não sabe se dirá sim ou não, a um convite recebido recentemente para dar aulas em São Paulo.
Como sorocabana, cobra a criação de um Corpo de Baile na cidade. "Precisa de um Corpo de Baile oficial na cidade. Campinas tem, Salto tem uma, muitas cidades têm e Sorocaba não. Tentei algo assim há alguns anos, mas fui convidada para dirigir a Cia. de Salto e optei por ficar por lá", alfineta a bailarina, mas sem perder a peculiar delicadeza.

Peso pluma
É fácil entender que, em meio século de apresentações, em diversos palcos e situações, pincelar alguns momentos mais marcantes na memória chega a ser um trabalho hercúleo, mas Ismênia não se intimida. Dentre suas lembranças, além das pessoas com quem conviveu e dividiu palco, estão as reações do público as que mais marcaram a artista. "Lembro de uma apresentação que fizemos na Espanha, onde ao final do espetáculo o público aplaudiu com batidas ritmadas. Foi lindo! Também lembro da vez que estivemos nos apresentando na Hungria e quando terminou o espetáculo, os aplausos vieram em câmera lenta", recorda a bailarina, provando a máxima de que o aplauso é o termômetro do artista.
Mas não são apenas as glórias de um momento como o reconhecimento que coroam a lembrança de Ismênia. No final da década de 1970, enquanto se apresentavam na Nicarágua, dentro de um belo teatro, a movimentação fora era de soldados munidos de metralhadora, resquício do que foi batizado como Revolução Sandinista. "Mas a dança é tão boa, tão maravilhosa que estava tudo destruído por conta da guerra mas aquele teatro não sofreu nada", emociona-se.
Ismênia não pensa em voltar para a "caixinha". Quer envelhecer com a mesma leveza característica das bailarinas aladas. Mesmo assim, determina como encerrada sua carreira como bailarina de uma Companhia. "Quero trabalhar de forma mais individual", assume ela, claramente mais voltada à liberdade de criação possibilitada pela dança contemporânea, mais do que com a clássica, à qual sempre se dedicou. "Mas a formação clássica é importante, é base", ensina.